Claude Debussy – Biografia

 

 

A Vida de Claude Debussy:
Uma Biografia Fascinante

Aluna de Chopin, madame Mauté de Fleurville ficou impressionada com o talento de seu aluno Achile-Claude Debussy, de onze anos, e pediu aos pais a permissão para iniciá-lo como músico profissional.
Claude Debussy (1862-1918) foi um compositor revolucionário e um pianista francês, mentor e principal criador de um original estilo de música inspirado nos ideais da pintura impressionista.

O músico francês nasceu em Saint-Germain-en-Laye, cuja obra desempenhou o papel de catalisador de movimentos musicais renovadores e é considerado o grande Impressionista da música. Admitido no Conservatório de Paris (1873), estudou com professores como Antoine MarmontelAlbert LavignacEmile Durand e Ernest Guiraud. Neste período acompanhou por diversas vezes von Meck, chegando a visitar Moscou.No Conservatório foi segundo lugar com a cantata Le gladiateur (1883) e recebeu o grande prêmio de composição de Roma com a cantata L’Enfant prodigue (1884), obtendo uma bolsa, o Prix de Rome, que dava direito a um período de aperfeiçoamento em Roma, na Villa Médicis. Passou dois anos em Roma e voltou à Paris, onde passou a freqüentar a vanguarda literária (1887), inclusive a casa de Mallarmé, foi a Viena e conheceu Brahms. No ano seguinte ouviu Tristão e Isolda, de Wagner, em Bayreuth, o que lhe causou forte impressão. Também ouviu música do Oriente, atração que mais apreciou numa exposição em Paris (1889). Em Paris casou-se (1899) com Rosalie Lily Texier, de quem depois se separou, para se amasiar (1903) com Emma Bardac, com quem teve uma filha (1905). Foi crítico musical (1901-1903) de duas revistas parisienses: La Revue Blanche e Gil Blas e morreu em Paris. Deixando uma produção musical inovadora e pouco acessível para o grande público, com composições para orquestra, para câmara e para instrumentos solo, música para piano, canções e música coral e obras cênicas. Entre as composições mais popularizadas se encontram La Mer (1905) e o terceiro movimento da Suite Bergamasque (1890-1905), noturnos para orquestra e prelúdios para piano.

 

Clair de Lune,  (Suite Bergamasque) é uma das composições clássicas mais belas e executadas em todo mundo e completou seu centenário em 2005. Composta em 1905, como parte da Suíte Bergamasque, Clair de Lune imortalizou seu criador. Para chegar a compor sua grande obra, Claude Debussy superou inúmeras barreiras. Em 1862, quando nasceu, sua família passava por dificuldades. O menino de cabeça disforme e temperamento extremamente introvertido, chegou a ser apontado como vítima de um retardamento mental, incapacitado para o aprendizado, inclusive da música. Filho de um pequeno comerciante de Saint Germane en Laye, teve uma infância humilde, repleta de rejeição.

 Aos nove anos de idade, Debussy teve seu primeiro contato com o piano, instrumento para o qual compôs Clair de Lune. Isto ocorreu quando residia em Cannes, na casa de seus padrinhos. Os primeiros professores nunca viram nele qualquer potencial. Era um aluno medíocre e foi rejeitado ao tentar estudar no conservatório de música de Paris. Por insistência de uma influente professora, acabou aceito, porém com reservas.

 

Foram mais de 10 anos de estudos exaustivos e conflitos com seus mestres. Debussy insistia em subverter os rígidos padrões de composição e execução da música erudita. Um temperamento inquieto, contestador, que levou-o rapidamente a enfronhar-se na efervescência cultural da época, na qual despontavam Rimbaud, Balzac, Manet, Renoir e Van Gogh.

O destino levou Debussy a ser um dos compositores mais executados em toda França e ser incluído como um dos expoentes do movimento impressionista. Sua obra converteu-se na precursora da música moderna e o elevou ao status de um dos mais importantes compositores do final do século 19 e começo do 20.

O genial Debussy apresentou a partitura de Clair de Lune em 1905. Nesta época, já sentia os primeiros sintomas do câncer que acabaria com sua vida, 13 anos mais tarde, no dia 25 de março de 1918, em Paris. Sua inspiração teria vindo de um momento de extrema solidão, na sacada de um prédio, ao ver o clarão da Lua cheia sobre a capital francesa. Essa é apenas uma das várias histórias que cercam a vida deste músico e, no entanto, nunca confirmada.

De tão popular, no afã de aproximar-se ainda mais de sua beleza, o título Clair de Lune, em francês, acabou sendo distorcido em outras línguas, sendo também chamado de Claire de Lune. Na verdade, isto pouco importa, ao ouvir e deixar-se levar pela singeleza de suas notas, pela leveza da construção de frases um tanto melancólicas, lindas e serenamente angustiadas. Neste momento só existirá a sensação de imortalidade da obra de Debussy.

Só restará, então, a fantasia de se pensar em quantos amores e paixões foram irrompidos e sepultados no devaneio desta música ao longo deste século. Quantos poemas escritos sob suas notas perfeitamente precisas, numa harmonia carregada de emoção. Ou naqueles que quiseram sentir o mesmo que Debussy e tantos outros que tiveram a rara felicidade de serem tocados por tamanha sensibilidade.

Depois de se escutar Clair de Lune se tem a certeza de que a música pode se transformar numa imensa e celestial pintura. Num retrato impressionista e único do espetáculo da natureza, que sem custar uma só moeda a ninguém, é derramado diariamente pelo Universo sobre a Terra. Mais que uma tradução, Debussy comprovou que a alegria se confunde com a euforia assim como a felicidade se aproxima de uma cândida tristeza.

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