Netflix anuncia terceira parte de “La Casa de Papel”

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O sucesso de “La Casa de Papel” já podia permitir pensar na possibilidade. E agora é oficial mesmo. A série espanhola terá uma terceira parte e a produção estará a cargo da Netflix. Depois de duas partes produzidas pela Atresmedia com a Vancouver Media, a série sobre o assalto à Casa da Moeda espanhola passa a ser um verdadeiro original Netflix e estará em exclusivo no serviço de streaming.

A confirmação foi feita pelas redes sociais da página brasileira da plataforma, com um vídeo. Na legenda, a Netflix diz: “Ainda tem muito Bella Ciao pra cantar. #LaCasaDePapel continua”. Os novos episódios estão previstos para 2019

A atriz Alba Flores abre o vídeo dizendo: “Já sabemos o que vocês estão esperando, o mesmo que a gente”.  Jaime Menéndez Lorente emenda: Queremos saber se vocês querem se unir à Resistência.” E Miguel Herrán adiciona: “Porque o maior assalto da história ainda não terminou.

A data de estreia dos novos episódios e o argumento ainda não são conhecidos, mas é já certo que a terceira parte da história apenas chegará ao catálogo do serviço em 2019. Sem dar muitos detalhes sobre o que a equipa de Álex Pina está a preparar, o responsável da Netflix para as séries originais internacionais avança que “grande parte do elenco estará de regresso” para a terceira parte. Questionado sobre se a série se passará num novo local — a Reserva Federal Americana é um dos rumores do momento —, Erick Barmack preferiu não comentar.

Para Álvaro Morte, que interpreta o Professor em “La Casa de Papel”, o sucesso de produções europeias vem desfazer o preconceito de existir uma grande diferença entre o que se produzia nos Estados Unidos e no resto do mundo.

“Há muito talento na Europa, mas também na América Latina ou na Ásia”, considera o ator, que entende que hoje “as pessoas só querem qualidade”, independentemente de qual a língua ou local em que é produzido. “Tem sido um sucesso e estou muito surpreendido com tudo isto”, admite. “É estranho que de repente te tornes uma pessoa conhecida em todo o mundo. Faz parte do trabalho, mas é surpreendente.”

STREAMING À EUROPEIA

O ano de 2018 será o maior de sempre para a Netflix — em causa estão mais de 100 produções diferentes —, mas a diferença face a outros anos é que o catálogo passará a ser verdadeiramente global. Neste momento, estão a ser produzidos 55 títulos na Europa, Médio Oriente e África, com as histórias a serem apresentadas em 16 línguas diferentes.

Entre as novidades estão o drama de ficção científica francês “Osmosis” e a comédia francesa “Génération Q”, mas também os polacos “1983” e “The Witcher”, assim como as novas séries germânicas “Dogs or Berlin” e “The Wave”, as italianas “Baby” e “Luna Nera”, a turca “The Protector” ou a dinamarquesa “The Rain”. Em Roma foi também anunciada a primeira série em árabe, com “Jinn”, da Jordânia, a provar a aposta em todos os territórios onde o serviço de streaming está disponível.

Com os dados da Netflix a mostrarem um interesse crescente em produções em língua estrangeira, era de esperar que as séries de sucesso ganhassem novos episódios e é exatamente isso que se verifica no evento “What’s Next”, onde as novidades estão a ser apresentadas à imprensa e aos parceiros estratégicos da Netflix. Dos regressos ao serviço de streaming, há que destacar as segundas temporada de “Suburra” — passada em Roma e baseada no livro homónimo —, de “Las Chicas Del Cable” (“As Telefonistas”, em Portugal) e de “Dark”.

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